Resenha: 72 Horas Para Morrer


Autora: Ricardo Ragazzo
Editora: Novo Século
Ano: 2011
Número de páginas: 256 
Flores de Lótus: 3,0
Sinopse:
''Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você!''''O Carro pertence à sua namorada.” Com essas palavras, Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, tem a vida transformada em um inferno. Pessoas próximas começam a ser brutalmente assassinadas, como parte de uma fria e sórdida vingança contra ele. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha se torne o próximo nome riscado da lista. 72 Horas para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, que prenderá o leitor do início ao fim.''




O que eu achei ao todo:
Sim, esse livro é muito bom!  A História é super envolvente e também misteriosa! O livro já começa como um tapa na sua cara, porque já vem inúmeras informações e acontecimentos que você fica pensando ''Ai meu Deus, o que será que vai acontecer agora???''

Outra coisa que o livro nos proporciona é a - não diria medo - apreensão em alguns momentos. Tem que ter sangue frio para poder ler algumas partes do livro imaginando a cena descrita pelo autor. Ricardo nos coloca dentro da história com 2 tipos de narradores, Júlio Fontana - personagem  principal - e outro narrador em terceira pessoa, o que é muito bom na minha opinião pois a história não é feita apenas de um ponto de vista. A forma de separar as partes do livro  geralmente são por capítulos mas ''72 Horas para morrer'' não funciona dessa forma, o livro é dividido cronologicamente. Isso é bom por que os leitores se situam muito melhor no tempo em que ocorre o livro. 
Teve algumas coisas que me incomodaram, a
 revisão do livro deixa um pouco a desejar pois acorre algumas repetições desnecessárias em algumas partes, porém, elas não afetam a história de alguma maneira...! Outra coisa que eu achei bastante legal, foi quando o autor coloca os pensamentos dos personagens em itálico, tem partes muito engraçadas - como a do homem gordo que recebeu Júlio no apartamento de Tarso.



Resenha:

A história começa narrada em terceira pessoa, num tempo não descrito, quando mostra Agatha - namorada do protagonista Júlio - presa por cordas num porão sofrendo abusos psicológicos, tudo isso de frente a uma câmera. Em seguida, em primeira pessoa, Júlio - delegado da cidade de Novo Salto - em sua casa conversando com sua filha Luiza, acaba por ver uma carta dentro de seu jornal, onde estava escrito:
Que tal um cineminha ???
Júlio não sabe o significado daquele papel e simplesmente ignora o aviso. Minutos depois ele recebe uma ligação de seu policial avisando-o que o carro de sua namorada - Agatha - foi encontrado vazio na estrada - que vai em direção a Novo Salto e fica perto de um posto. Então Júlio se dirige ao local, faz algumas perguntas aos empregados do posto para colher informações.       Como delegado sua experiencia já lhe dizia que alguma coisa ia errado e começou a procurar por pistas dentro do carro de Agatha, para ver se encontra algo que possa servir de informação. Depois de tirar o pneu do carro dela, Júlio encontra uma carta no local e nela estava um envelope com seu nomeescrito e dentro dele havia um pen-driver e a seguinte frase:
Já comprou a pipoca ???

Já deu para imaginar o que estava no vídeo né gente? Exatamente sua mulher sofrendo nas mãos de bandidos e o pior é a revelação que o vídeo traz - o chato foi que com as frases acima e a primeira cena do livro, acabamos imaginando tudo o que iria acontecer, deixando os fatos um pouco previsíveis. Em seguida desses acontecimentos, a vida de Júlio definitivamente vira de cabeça para o ar. Vários das pessoas que Júlio ama, acabam sendo assassinados de formas cruéis e ele tem de tomar medidas para descobrir quem está por traz de tudo isso. Tudo gira em torno dessas cartas e do que Júlio acaba descobrindo no decorrer da história.




Não gostei de certas atitudes de Júlio achando ele muito ''incoerente'' e impulsivo algumas vezes, até mesmo por que ele era um delegado. E definitivamente ODIEI a filha dele!!! Menina mimada chata pra - x - e que em muitas partes do livro parece não sentir nada pelo seu pai... eu até pensei ''Ela tem que ser a próxima...''(até...). rsrs.

O autor ainda agrega quase no final do livro outra história paralela aos acontecimentos envolvendo um personagem do livro que eu achei razoavelmente legal (com um tema de muita importância), mas que não tinha muito haver com os fatos (apesar do autor tentar dar uma ligada nos fatos...) E outra coisa que definitivamente detestei: O livro começa num terror policial e o autor define mudar os rumos e ''incluir'' espiritualismo e magia, coisas que não condizem com o objetivo total do livro. O livro tem que seguir uma lógica. O triller tem uma capa boa - só não gostei da cabeça do cara que aparece - com verniz, letras medias com uma bela diagramação, folhas amarelas. Um livro de ótima qualidade!No geral acho que vale apena ler o livro.

Super recomendo e dou os parabéns ao autor pelo seu trabalho.

Frase que mais gostei do livro:
''Todas as pessoas respiravam segredos e transpiravam mentiras. Até as mais próximas de nós. Não por maldade, mas por ser algo intrínseco à natureza humana.''


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